16 fevereiro 2025

Trabalho e diversão

Digamos que eu decidi mudar um pouco. Estou sempre mudando, mas não fala pra ninguém. Daí escrevo um poema, uma crônica e penso em reativar meu blog. Todo sábado uma crônica. Ou um poema. E fazer acontecer.

Queria muito trabalhar com a escrita. Fora o que eu faço como servidor público. No contraturno. Nas horas vagas. E fazer alguma coisa que me dê prazer.

Escrever me dá prazer. É o que me faz seguir o caminho. É o que me arrasta. O resto, faço porque tenho de fazer. Mas por que tenho de fazer?

Assisti a um vídeo da Maíra Castanheiro em que ela apresenta um pouco a nova profissão: copywriter. Fiquei feliz por ela. E acendeu uma luz. Pensei: por que não?

Mas daí fui pesquisar e me deu uma preguiça. Trabalhar com marketing digital justamente num momento em que quero me distanciar dar redes sociais? Não vai dar certo.

Eu quero é escrever para satisfazer o sonho de quem me lê. Não quero criar ilusões. Quero escrever o que seja a vida real. Quem me lê deve sentir o que escrevo. E criar seus próprios universos. Com o que leu. Se quiser. Se puder. Se convier.

Não quero persuadir ninguém. Quero que seja de verdade. Se tocou no coração, estamos juntos. Se não, fica para a príoxima.

Tenho de trabalhar em outra coisa para ganhar dinheiro, eu sei. A situação tá muito apertada. Mas precisa sempre ser maçante? Por que não pode ser uma aventura que desperta o sensível? Por que não pode ser algo que eu goste de fazer. É pedir muito?

Ou trabalhar é diferente de se divertir?

Nenhum comentário:

Postar um comentário